Nesta obra, a geometria se dobra em movimento. A repetição de formas triangulares constrói um campo visual pulsante, onde cores vibrantes se alternam entre tensão e harmonia. O padrão não é estático. Ele sugere deslocamento, expansão e contração, criando uma sensação de fluxo contínuo que envolve o olhar. As cores intensas atuam como forças em diálogo. Verdes, rosas, amarelos e tons escuros se chocam e se equilibram, produzindo ritmo e profundidade. A composição convida o observador a percorrer a superfície da tela sem um ponto final definido, transformando a pintura em uma experiência sensorial e quase meditativa. Mesmo apoiada em uma estrutura rigorosa, a obra preserva o gesto manual. As pinceladas aparentes e as variações de textura revelam o processo e reforçam o caráter orgânico da pintura, onde controle e intuição coexistem. Sobre o artista Alan, nascido em 1993 em Natal, reside em São Paulo. Atua na interseção entre geometria, cor e movimento, desenvolvendo uma pesquisa visual marcada por padrões rítmicos e experiências sensoriais. Em 2018, participou da XIV Bienal Naifs do Brasil com o projeto de videoarte Besouro Independente